Araújo, “canhão acepeano” teve gol escolhido pelo Fantástico

Residindo hoje na capital paulista, José Francisco Ramos de Araújo, ou simplesmente “Araújo”, 66 anos, o lateral esquerdo do Atlético Clube Paranavaí tinha um chute violentíssimo, era chamado pelos torcedores como o canhão acepeano, um dos seus inúmeros gols foi divulgado com destaque no programa Fantástico, da Rede Globo.

Araújo nasceu em São Paulo, começou em 1972 nas categorias de base da Portuguesa de Desportos, depois jogou futsal no Banespa. Antes jogava na meia esquerda.  No Atlético Paranavaí ele ficou quatro temporadas, passou também pelos times América de São José do Rio Preto/SP, Primavera (Indaiatuba), Velo Clube (Rio Claro), Amparo e Tupã.

No primeiro ano em 1980, o time de Paranavaí que mandava seus jogos no Estádio Natal Francisco (Distrito de Sumaré) fez excelente campanha, tinha entre outros bons atletas: Milico, Formigão, Reynaldo, Canhoto, Biguinha, Pageú, Tamboara, depois vieram Ferreira, Amauri, Vagner e mais alguns, que Araújo não recorda.

Em 1983 foi campeão da Segunda Divisão. Em 1985 o time subiu novamente para a Divisão Especial. Araújo disse que todas as vezes que o ACP caia e ele atuava o time subia.

Falta era a minha especialidade, gostava de cobrar, modéstia à parte, acredito que eu seja o maior artilheiro do ACP (a confirmar) na posição. Já mediram a velocidade das minhas cobranças de falta, mas não lembro”.

Disse Araújo

Araújo encerrou a carreira no ACP quando terminou o Campeonato Paranaense de Futebol em 1985.

Escurinho e Araújo

Estou hoje participando com o cantor Sérgio Pires de um grupo de formação de atletas, minha participação é mais em indicar alguns garotos para eles lapidarem e negociar”.

Citou o atleta que fez história em Paranavaí

O goleiro do ACP, Canhoto, que reside em Paranavaí, e jogou com Araújo algumas temporadas, falou sobre as cobranças de falta do diferenciado lateral.

Nunca havia visto um atleta com um chute tão violento, quando você pensava em ir na bola, ela já estava balançando as redes. Sem demagogia afirmo que o Araújo foi um dos maiores cobradores de falta do Brasil, ele não erava o alvo, era preciso e cirúrgico”.

Falou Canhoto, que jogou de goleiro no ACP

Araújo se diz grato a Paranavaí, segundo ele foi onde sentiu realmente como um jogador de futebol, teve o reconhecimento da torcida e da imprensa local e até de outras cidades.

Com Jackson (filho do Carbone)

Sobre os técnicos de Araújo, ele recorda do primeiro, Coronel tinha linha dura, mas segundo ele um baita homem. Djalma sem palavras além de treinador um ótimo amigo. Com Benê Ataíde foi campeão e dispensa comentários, embora ele mais parecia diretor que técnico. Wilson Francisco Alves o Capão, Araújo já havia trabalhado com ele no América de São José do Rio Preto.

Eu também não me esqueço do Estádio Natal Francisco, lotado e o torcedor gritando de alegria quando fazíamos gols, ou quando chegamos de Curitiba depois de termos ganho o título de 1983, quando desfilamos no caminhão de Bombeiro e a torcida conosco. Em 1980 quando depois de anos parado disputamos a permanência na Primeira Divisão, quando ganhei a chuteira de Ouro atuando pelo Paranavaí, me deu alegrias, eu nunca caí com o time, só subi”.

Narrou Araújo

FATO INUSITADO

“Para mim foram em jogos que aconteceram no ACP, a final de 1983 e os jogos contra o Cascavel que foi o gol do Fantástico e a vitória contra o Coritiba por 4 a 0, onde o goleiro era o Gimenes (goleiro da Seleção Chilena) se não me engano haviam empatado com o Brasil na eliminatória da Copa de 1982, nem Zico e companhia fizeram gol nele, e eu fiz o primeiro dos quatro do ACP”. Finalizou Araújo.

Com o amigo Mojica, jogaram juntos em 1981 no ACP

Paranavaí 20/09/2020

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