Museu esportivo de Maringá reúne a nata do futebol/futsal e o saudosismo impera
A maior parte da população de Maringá desconhece a existência do Museu Esportivo da Cidade Canção. Mesmo muitos esportistas não sabem que esse local reúne “coisas” da história do futsal, do futebol, e de tantas outras modalidades.
No sábado (06/12) ex-atletas de Maringá, Paranavaí e Londrina fizeram um encontro, primeiro para conhecer o museu, depois para uma confraternização. O saudosismo imperou nas conversas.
“Hoje, aqui, está reunida, com certeza, a nata do futsal do Paraná. Essa é a nossa honra, não é honra de grandeza, é honra da construção de uma história”, disse Valter Guerlles.
O museu, idealizado pelo jornalista Antônio Roberto de Paula, em 2011, não tem vínculo com o poder público, por isso mesmo a instituição, ao ser visitada, causa “arrepio, euforia” (disse um ex-jogador) pelos números de objetos existentes, remetendo a um passado de intensas atividades esportivas. Quem visita o museu fica emocionado.
“Indiferente de quem foi ou não foi craque, quem chega aqui fica emocionado, é de arrepiar” disse um Guerlles, citando também a história de Paranavaí, através de Nivaldo Aparecido Mazzin, e dos irmãos Edson Neguinho e Ettiene Gomes de Oliveira, convidados para o encontro de sábado passado.
“A história de Paranavaí é tão rica, ou talvez mais rica do que a nossa de Maringá”, completou Guerlles.
Idealizador do Museu Esportivo, o jornalista Antônio Roberto de Paula tem sua vida profissional dedicada a história de Maringá. “É uma honra muito grande receber o pessoal de Paranavaí e Londrina”, disse, ao lado dos seus amigos de Maringá.

Antônio, o idealizador do Museu.
Começou o trabalho em 2011, com o futsal sendo o carro-chefe, expandindo para outros esportes. É um trabalho de resgate da memória, de preservação da história, mas também um trabalho de homenagens.
“Às vezes eu fico emocionado. Quando eu vejo reunido essa moçada do nosso meio… dos anos 60, 70, 80, 90. Quando a gente recebe a visita de vocês, de Londrina, de Paranavaí, a gente fala: poxa, está valendo a pena esse trabalho. A gente fica imensamente feliz. É um dia diferente. A gente está recebendo, além de craques que vocês foram, estamos recebendo novos amigos. Isso pra mim é muito importante”, frisou De Paula.
Nivaldo Mazzin, atual presidente do Atlético Clube Paranavaí e presidente de honra do São Lucas Futsal, se disse emocionado com o que viu no museu, esperando que o mesmo trabalho possa ser realizado em Paranavaí.
“Quando a gente guarda uma camisa, essa camisa vai desaparecer, a história vai embora. Existindo o museu a história está sempre escrita”, disse Mazzin.

Edson, Nivaldo e Etienne representaram Paranavaí.
Fonte e fotos – Valdinei Feitosa/Pvaí News
Paranavaí 08 de dezembro de 2025

