“Antônio Vitoretti”, uma vida dedicada ao futebol e à comunidade de Nova Esperança
Aos 79 anos, Antônio Vitoretti é uma verdadeira lenda viva no cenário esportivo de Nova Esperança. Nascido em Sertanópolis, Paraná, Antônio fixou residência na cidade há seis décadas, onde construiu uma vida dedicada não apenas ao comércio – ele ainda hoje prepara salgados em um bar local, mas também e, principalmente, ao futebol.

Sua paixão pelo esporte o levou a trilhar um caminho notável. Vitoretti é do tempo do Capitão Adroaldo Mário Araújo, uma figura emblemática que presidiu a Liga de Futebol de Nova Esperança e depois se tornou vice-presidente da Federação Paranaense de Futebol. Inspirado pelo amor ao jogo, Antônio buscou um curso de arbitragem, e assim começou sua jornada de 18 anos como árbitro da Liga de Nova Esperança.

“O Capitão Adroaldo queria que eu fosse arbitrar jogos do Campeonato Paranaense, mas minhas atividades no comércio me impossibilitavam”, relembra Vitoretti. Mesmo sem poder alçar voos maiores na arbitragem estadual, ele permaneceu ao lado do Capitão, auxiliando na Liga de Nova Esperança e arbitrando partidas em diversas cidades da região Noroeste do Paraná. “Fiz muitos inimigos, mas também muitos amigos”, comenta, com um sorriso, sobre os desafios e recompensas da profissão.
Antes de chegar a Nova Esperança, Antônio trabalhava na lavoura com os pais, uma realidade bem diferente da vida agitada que construiria na cidade. Hoje, ele é uma figura conhecida no Bar Líder, localizado no centro da cidade, onde sua presença é constante.
Legado e continuidade na Liga de Nova Esperança
Antônio Vitoretti não apenas presenciou a história da Liga de Nova Esperança, como também a construiu ativamente. Ele conhece Juarez Rodrigues, atual presidente da Liga, desde a infância, e elogia sua gestão. “O Juarez Rodrigues está conduzindo bem a entidade”, afirma. Juarez foi eleito em 2009, sucedendo Galileu Gatti, que, por sua vez, havia sucedido Adroaldo. Ambos, Galileu (1/5/2009) e Adroaldo (7/4/2008), faleceram enquanto exerciam seus mandatos, deixando um legado que Vitoretti ajudou a perpetuar. A Liga foi fundada pelo capitão Alvacir Araújo, pai de Adroaldo.

Há 16 anos, Vitoretti ocupa o cargo de tesoureiro da Liga de Nova Esperança, uma prova de sua dedicação e confiança. Antes disso, ele atuou por 12 anos como diretor de árbitros, contribuindo diretamente para a formação e supervisão da arbitragem local.
Reflexões sobre uma grande final
Com a experiência de quem viu e viveu inúmeros jogos, Antônio Vitoretti compartilhou suas impressões sobre uma recente final de campeonato Amador, destacando o comportamento exemplar das equipes e a performance da arbitragem. “Bonita final, equipes comportadas que só queriam jogar futebol, uma arbitragem (Jander Gustavo) excelente”, avaliou.
Castelo Branco perdeu em Presidente Castelo Branco por 2 a 1 para Santa Fé, que havia vencido o jogo de ida da final por 3 a 1. Vitoretti estava presente e ajudou a entregar a premiação oferecida pela Liga.
A vitória do Santa Fé não passou despercebida por seu olhar atento. “Achei que Santa Fé mereceu ser campeão. O placar de dois gols de diferença é difícil de tirar, e Santa Fé fez o dever de casa que é importantíssimo. Castelo Branco tentou, mas não estava em uma tarde feliz”, concluiu Vitoretti, demonstrando sua perspicácia e conhecimento tático.
A vida de Antônio Vitoretti é um testemunho da paixão pelo futebol e do compromisso com sua comunidade, valores que ele mantém vivos em Nova Esperança.

O Campeonato Amador recebeu o nome Copa Antônio Vitoretti.
Paranavaí 29 de julho de 2025

