Ciclistas paranavaienses fazem o “Caminho da Fé” até Aparecida do Norte

De 17 a 21 de novembro, 15 ciclistas de Paranavaí fizeram o Caminho da Fé, com destino a Aparecida do Norte, foram 312 km de pedal.

Ronny Belmonte, Valmir Trentini, Luciano Ricato, Edson Satin, Ivan Munhoz, Marcos Fazolin, Wesley Pereira, Nilton Souza, Marcos Pereira, Nei Dias, Clayton Ribeiro, Gustavo Perioto, Zolar Carvalho, Luciano Munhoz e Herlon Paleo, saíram de Paranavaí no dia 15/11, chegaram no dia 16/11 em Águas da Prata/SP de onde começaram o desafio, a chegada à Aparecida do Norte foi no sábado, 21 de novembro, às 10h30. No dia 22/11 eles retornaram e ônibus (Marazul Turismo).

O Caminho da Fé que fizeram os ciclistas de Paranavaí foi inspirado no Caminho de “Santiago de Compostela” na França, lá o trajeto de peregrinos tem 800 quilômetros. Cerca de 10 ciclistas deste grupo haviam ido até a Serra da Canastra em 2019.

O “Caminho da Fé” é uma rota brasileira de peregrinação em meio à natureza capaz de fascinar tanto fiéis como os céticos, que procuram à paz interior ou querem somente fazer uma agradável viagem de bicicleta. 

De Águas da Prata até Aparecida são 312 quilômetros, atravessando vilarejos, rios, cachoeiras e bosques em meio às belas paisagens Serra da Mantiqueira, que liga ao Santuário religioso de Aparecida, embora boa parte do itinerário seja feito em Minas Gerais, que é um convite para meditação e admiração. Aproximadamente 250 km atravessando a Serra da Mantiqueira por estradas vicinais, trilhas, bosques e asfalto, proporcionando momentos de reflexão e fé, saúde física e psicológica e integração do homem com a natureza. Uma altimetria de 2.200 metros e subidas de 8 a 10 km.

Os ciclistas pedalaram em média de 70 a 75 km até na sexta, 20, no último dia foram 40 km.

Incidentes graves não teve, apenas tombos, um pneu furado apenas (do guia), nada que impedisse o Caminho da Fé deles. Apenas Marcos Fasolin (fez esse caminho a pé) e um outro ciclista não caíram no trajeto cheio de trechos complicados.

A delegação de Paranavaí ficou dividida por três Grupos, o que pedalava mais forte, o intermediário e o que pedalava mais devagar. Os mais rápidos sempre esperavam os últimos chegarem nos pontos de parada, para tirar fotos.

Na fila da imagem de Nossa Senhora Aparecida

Um dia ou outro que estava muito frio não conseguimos esperar, pois quando parávamos para esperar o frio aumentava e o perigo de hipotermia era iminente, principalmente para quem tem este problema”

Falou Ronny Belmonte

Os considerados mais rápidos (Galácticos) pelos outros eram: Ronny, Luciano Munhoz, Erlon, Clayton e Edson Satin, eles puxavam a fila e iam cortando o vento, chuva, poeira ou neblina.

Como não temos subidas e montanhas na região Noroeste do Paraná, achávamos que nas Águas Geanina e Água Nova era difícil, mas nada comparável com os locais que passamos, pegamos um pouco de chuva (no final), teve subidas que não dava para pedalar, devido muito barro, além de descidas violentas. Eu nunca tinha empurrado na minha vida uma bicicleta na descida, e lá todos tiveram que empurrar, porque teve dois amigos nosso que resolveram sair pedalando e acabaram caindo”.

Acrescentou Ronny

O advogado Luciano Ricato falou sobre o longão.

Ricato

Um desafio muito grande, não era uma competição, mas um desafio pessoal com propósitos, eu particularmente fiquei muito satisfeito em ter feito e vencido. Eu sou do grupo que ficou por último, chamados de “Pebas”, fizemos o caminho misto, metade a pé e metade de bicicleta, pois nas subidas empurrávamos as bikes e nas decidas aproveitávamos o embalo. Foi muito bacana, foi uma realização mim, e creio que para todos, quem tiver a oportunidade eu recomendo que façam este Caminho, é bem satisfatório”.

Falou Luciano Ricato

Os ciclistas tiveram apoio dos guias Luciano Carneiro e esposa Tereza (de Rio Pardo), que deixavam tudo reservado, sem problema algum para o grupo que chegava cansado. Segundo Ricato e Belmonte foi importante novamente está parceria (já os conhecia da Serra da Canastra).

Possivelmente em 2021 aconteçam novos desafios, como uma viagem de bike até o Mato Grosso do Sul, ou Santa Catarina ou Jalapão, mas ainda não tem nada decidido.

Luciano afirmou que o investimento é considerado baixo (R$ 2.000,00). Não considera uma viagem de luxo, são lugares simples e ao mesmo tempo gratificante e maravilhoso em ver e admirar as paisagens ao longo do trajeto, não tem dinheiro que pague a experiência que se vive, é inesquecível.

Valmir

Eu recomendo, pois foram cinco dias de orações, reflexões, superações e valorização pessoal. Foi muito legal fazer este trajeto. Pedalar é saudável, não deixamos de tomar uma cerveja e comer algo diferente com amigos ou com a família. Depois a gente tira pedalando, pois nem só de trabalho vive as pessoas. Saindo para pedalar você esquece os problemas e volta renovado”.

Finalizou Ronny
Ronny

Em janeiro o empresário Ronny Belmonte (Belmármore) deve participar de provas do Audax 2021. Se a pandemia deixar as etapas sairão de Campo Mourão em trajetos de 200, 300, 400 e 600 km. Em 2019 tinha 150 participantes.

Na foto em destaque, a chegada dos paranavaienses Luciano Munhoz, Ney, Satin, José Nilton, Zolar, Luciano Ricato, Ivan, Ronny, Herlon, Wesley, Marcos, Gustavo, Marcos Pereira, Valmir e Clayton à Aparecida do Norte.

Paranavaí 01/12/2020

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