Com 14 gols na temporada, “Matheus Silva” curte férias em Paranavaí

O atacante paranavaiense Matheus Vieira da Silva, 26 anos, após o final a temporada no Tajiquistão está curtindo férias com familiares e amigos em Paranavaí, marcou 14 gols e deu uma assistência na equipe Nusantara United na Indonésia, na equipe Ravshan deu duas assistências.

Matheus conversou com o site avelaresportes.com.  

Ravshan

Como foi a transição em atuar Tailândia para a Indonésia, em termos de experiência e desafios?

O futebol na Tailândia é mais jogado, os locais tem mais qualidade técnica do os indones, porém na Indonésia a intensidade de jogo é muito grande, eles são bem fortes fisicamente o que torna o jogo muito mais rápido e intenso”.

No Tajiquistão qual foi a principal diferença em ambientação e a cultura, em comparações com os países anteriores que atuou?

O Tajiquistão e um país “russo“ com filosofia e jogadores praticamente todos com essa cultura, então você sair de uma cultura asiática pra ir para uma cultura russa é ir de 0 a 100, pois a diferença é muito grande (clima você sai de 40 graus para -17), no Tajiquistão se fala o russo, poucas pessoas falam o inglês, o que dificulta muito a adaptação”.

Jogar no Tajiquistão acredita que abrirá porta para outro mercado?

O time que eu estava joga a Ásia Champions League, que é o maior campeonato da Ásia, equivalente a Uefa Champions League, ou seja, o mundo todo olha para a maior competição do continente”.

O Ravshan tem tradição no país?

Sim, o Ravshan e o clube mais tradicional do país, porém o Istiklol é quem vem dominando o cenário lá, é um time que tem a base da seleção que vem muito bem nas eliminatórias, é um time muito forte”.

Há muitos brasileiros por lá?

Infelizmente o mercado para brasileiros lá não é bom, esse foi um dos motivos para que eu pedisse minha rescisão, é um futebol com características totalmente russa, e o brasileiro não tem esse estilo. Como pessoas meus companheiros eram muito legais, porém dentro de campo o que eu entendo de futebol e de metodologia de jogo, é totalmente diferente do que os meus companheiros entendiam, e isso acabava me prejudicando muito, por isso os estrangeiros que jogam lá são praticamente todos russos, ucranianos e africanos”.

Como uma performance impressionante na Indonésia, marcando 14 gols, quais são as suas aspirações pessoais nesse 2024?

Foi para mim uma temporada incrível, eu tive minha melhor marca de gols desde que cheguei na Ásia. Cheguei em Paranavaí para descansar um pouco, mas já focado na próxima temporada, onde eu espero manter minha média (ainda não acertei com nenhum clube, pois existem várias especulações, então tenho que ter tranquilidade para tomar essa decisão).

Como foi sua sensação ao atuar pela primeira vez no Ravshan?

Foi uma partida legal, onde a torcida estava comigo. No tempo todo, eu pegava na bola e eles iam à loucura, eu fui muito bem no jogo, participando bastante, porém com 60 minutos de jogo o treinador me tirou, ninguém entendeu nada, pois eu era o melhor jogador em campo, todas as jogadas passavam por mim, foi um momento muito triste para mim, pois o estádio estava lotado, ninguém entendeu nada”.

O estilo de jogo do Ravshan favoreceu suas habilidades, especialmente na bola aérea, como você viu seu papel tático na equipe?

O estilo de jogo não me favoreceu em nada, quando você opta por jogar comigo, você precisa entender que tem que ter um jogo onde a bola vai ser preparada pelas laterais do campo para que tenham cruzamentos onde eu possa finalizar, e essa era a diferença que eu falei de entendimento de jogo, eles faziam tudo ao contrário, jogavam pelo meio, buscando sempre profundidade, correria, e esse não é o meu estilo, por isso o jogador brasileiro não se adapta nessa cultura”.

Em jogo no Nusantara United

Há quanto tempo não visitava Paranavaí, e o que mais sente falta de sua cidade natal, enquanto estava no exterior?

Eu tenho vindo a Paranavaí todo fim de temporada, normalmente no mês de maio e início de junho, estou aqui com minha família. Eu sinto saudade demais da nossa comida, eu quando saio do Brasil levo muito comida, pois sinto sempre muito falta”.

Tem planos para retornar ao futebol brasileiro em um futuro próximo, já considerou a possibilidade de atuar no ACP?

Hoje eu tenho 26 anos, estou no meu melhor momento, tanto fisicamente quando tecnicamente, acredito que a próxima temporada pode ser a chave da minha carreira por isso estou tão focado, tanto profissionalmente quanto economicamente. No Brasil eu tive proposta da Série C em janeiro, porém economicamente não valia a pena eu voltar, e como eu nunca joguei a Série B ou a A aqui no Brasil, os times sempre quando sondam e com valor mais baixo, e para mim isso pesa bastante. O ACP é o time do meu coração, eu amo esse clube como todos os paranavaiense, e seria um enorme prazer um dia vestir essa camisa oficialmente, eu espero que isso possa acontecer num futuro”.

Sobre a nova fase do ACP SAF.

Agora pelo o que eu estou sabendo as coisas estão nos trilhos, fui no último jogo (contra o Iguaçu) e fiquei muito feliz em ver a torcida apoiando o clube precisa disso. Tem que destacar o trabalho dos responsáveis, eu estou muito feliz pelo projeto que estão fazendo no clube, a estrutura de marketing está fantástica. Dentro de campo a vitória foi importantíssima, o time parece ser muito qualificado, é um campeonato de tiro curto, então tem que somar pontos todos os jogos, vamos torcer muito pelo acesso (Paranavaí merece isso, e acredito que o clube está pronto para alcançar esse objetivo)”.

O atacante assim finalizou a entrevista.

Eu estou em Paranavaí há 3 dias, conversei com o pessoal do ACP (diretores) e eles abriram o espaço para eu poder treinar enquanto estiver aqui. Meu planejamento e ficar aqui até eu acertar em definitivo o próximo clube, normalmente a pré temporada por lá começa do meio para o final de junho, então vai depender de onde eu iriei assinar meu próximo contrato”.

Paranavaí 14 de maio de 2024