Defesa de ex-secretário preso em Terra Rica pede anulação de investigação
A defesa de Celso Vinícius Gimenes Azoia, conhecido como “Kalunga”, ex-secretário de Esportes de Terra Rica e preso preventivamente desde o último dia 9 de julho, protocolou um incidente de arguição de suspeição contra o promotor de Justiça Luiz Henrique Guimarães Hohmann e sua assessora jurídica, Francyelle dos Santos.
A petição, assinada pelo advogado Kim Rafael Serena Antunes, sustenta que há um suposto comprometimento da imparcialidade do Ministério Público em razão de alegados vínculos familiares e políticos envolvendo a assessora do promotor.
Segundo a defesa, a investigação teve início após uma notícia-crime apresentada por Francyelle dos Santos, que teria se identificado inicialmente como “aluna de academia” e, posteriormente, como “funcionária pública estadual”, sem mencionar sua função como assessora direta do promotor responsável pelo caso.
O advogado também afirma que Francyelle é casada com Matheus Maior, irmão de Murilo Maior, candidato a vice-prefeito derrotado nas eleições municipais de 2024. A defesa argumenta que Kalunga atuou como coordenador da campanha do atual prefeito eleito e, posteriormente, assumiu a Secretaria de Esportes, sustentando que o processo teria motivações político-familiares.
Outro ponto levantado na petição diz respeito à prisão preventiva. A defesa afirma existir uma inconsistência cronológica, alegando que a prisão foi decretada com base em um suposto descumprimento de medidas cautelares antes mesmo de o investigado ter sido oficialmente intimado sobre essas restrições.
Diante das alegações, a defesa pede que seja reconhecida a suspeição do promotor e de sua assessora, a nulidade dos atos investigativos e processuais praticados com a participação deles, a revogação da prisão preventiva de Celso Vinícius Azoia e o envio do caso à Corregedoria-Geral do Ministério Público do Paraná para apuração de eventual responsabilidade funcional.
Celso Vinícius Azoia permanece preso na Cadeia Pública de Nova Londrina. Além do incidente de suspeição, tramitam pedidos de relaxamento e revogação da prisão preventiva.
O ex-secretário foi preso no dia 9 de julho por suposto descumprimento de medidas cautelares. Ele havia sido afastado do cargo após investigações da Polícia Civil apontarem um suposto desvio superior a R$ 100 mil em recursos públicos, em apuração relacionada ao crime de peculato.
Até o momento, o Ministério Público do Paraná não se manifestou sobre as alegações apresentadas pela defesa.
Fonte: Portal da Cidade Paranavaí
Paranavaí 15 de julho de 2026

