Corintiana tatua rosto de Memphis 9 meses antes de título e cumpre profecia: “Não hesitei, eu já sabia”
Uma tatuagem é uma maneira de eternizar momentos e contar histórias através da arte. Muitos torcedores aproveitam um título ou um feito importante para marcar na pele o amor pelo time do coração ou por um ídolo. Só que uma corintiana de Minas Gerais fez de uma tatuagem uma profecia da idolatria de Memphis Depay no Timão.
Luana Nogueira tatuou o rosto do holandês na panturrilha. Mas se engana quem pensa que ela tomou a decisão depois que o jogador marcou o gol do título da Copa do Brasil diante do Vasco. A tatuagem foi feita mais de nove meses antes da final e foi fruto de uma premonição que ela teve de que o time conquistaria o título nacional e de que Memphis se tornaria ídolo da Fiel.
Ele vestiu a camisa, se identificou com o Corinthians e entendeu o que era o clube. Nós dizemos que o Corinthians não é um time que tem uma torcida e sim uma torcida que tem um time. Cheguei para o tatuador e disse: “Vamos fazer a cara deste homem aqui na minha perna, porque este cara vai fazer história no Corinthians” — contou.
“Minha premonição (em março) era de que o Corinthians seria campeão da Copa do Brasil. Eu tinha certeza. Só não imaginava que seria com gol do Memphis. Mas indo para o estádio eu liguei para o meu pai e disse que a gente ia ganhar com gol do Memphis. Ele disse que seria com gol do Yuri Alberto. Acabou que os dois fizeram os gols (risos). Hoje eu carrego o rosto deste homem na minha perna e ele fez história no meu clube”.

Questionada se sentiu receio depois de fazer a tatuagem com a possibilidade de Memphis não vingar com a camisa do clube ou de deixar o Corinthians por conta de salários atrasados ou eventuais críticas da torcida, Luana foi objetiva.
“Não tive medo, não hesitei hora nenhuma. Eu já sabia que a partir do momento em que ele chegou e aceitou vestir essa camisa, ele faria história. Ele foi decisivo em várias partidas, tanto para o Corinthians não ser rebaixado, quanto no Paulistão, quanto agora na Copa do Brasil. Mas independentemente de títulos, o fato de ele ter hornado o clube, se identificado e de sempre querer melhorar o próprio clube já era o suficiente para mim”.

Luana nasceu em Santos Dumont e foi criada em Ewbank da Câmara, cidades que ficam na Zona da Mata mineira, reduto de torcedores de times cariocas, pela proximidade geográfica e cultural com o Rio de Janeiro. A mineira de 28 anos pegou o amor pelo futebol através do pai, torcedor do Flamengo.
Fonte – Bruno Ribeiro — ge/Tombos, MG
Foto: André Aneg/Divulgação
Paranavaí 29 de dezembro de 2025

